terça-feira, 22 de janeiro de 2008

cores imagens cores imagens cores imagens cores...
não me ensine a morrer, que eu não quero...

todos os minutos como se fossem os últimos...
os beijos, abraços, torpedos de despedidas...
pânico!!
medo de chuva...
medo do ficar só...e a até da simples idéia!
tá tudo tão longe...
mas todos esperando que eu chegue logo

todo amor do mundo bem longe de mim
todos os amores que deixei...os mais bonitos...mais distantes...
mais companheiros
más companhias
sozinha é que não dá pra ficar
pior sozinha...nada...nada...calma! nem pense nisso!!

eu vim de algum, nascida...criada...crescida

leveza insustentável
liberdade

de mim!? nada levaram, nem levariam nunca...de mim não!!

só um pouco de paciência...mas isso é concentração...

parece que esse mundo é grande!
e nós não conhecemos ninguém...

acreditem!

você não conhece ninguém...nem há de conhecer!
sem essa de horror...

chega (grito)

volto para o som do chico, as cores da nanda, os pincéis da vera...ao biscoito de chocolate...ao fino que pra fechar a noite de arte inspirada na gente da rua feliz...do outro lado do mar...noite de lua cheia...maquina de costurar...linha...agulha...tinta...fumaça...hollywood...bolsas...retalhos...panos...planos...alças...
MUITAS CORES!

muito axé

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Eu sou a chuva que lança a areia no Saara
Sobre os automóveis de Roma
Eu sou a sereia que dança, a destemida Iara
Água e folha da Amazônia
Eu sou a sombra da voz da matriarca da Roma Negra
Você não me pega, você nem chega a me ver
Meu som te cega, careta, quem é você?
Que não sentiu o suingue de Henri Salvador
Que não seguiu o Olodum balançando o Pelô
E que não riu com a risada de Andy Warhol
Que não, que não, e nem disse que não
Eu sou o preto norte-americano forte com um brinco de
ouro na orelha
Eu sou a flor da primeira música,
A mais velha e mas nova espada e seu corte
Eu sou o cheiro dos livros desesperados, sou Gitá gogoya
Seu olho me olha, mas não me pode alcançar
Não tenho escolha, careta, vou descartar
Quem não rezou a novena de Dona Canô
Quem não seguiu o mendigo Joãozinho Beija-Flor
Quem não amou a elegância sutil de Bobô
Quem não é recôncavo e nem pode ser reconvexo.